Don't Let me Go!

É difícil caracterizar fases até que elas se findem. Difícil entender o que se passa na cabeça das pessoas e até mesmo nas nossas quando as interrogações (como aquela deixada no final do último post) ficam pairando sobre o ar. Quando algo se complica: "Laissez faire, laissez aller, laissez passer...". 
Encontrei recentemente uma música que caracteriza bem esse pensamento que perpassa um ideal de vida, é quase uma receita de bolo para se viver bem. Bem como uma onda, tudo que vai, um dia pode voltar, diferenciado, melhorado quem sabe, mas volta, porque sabe o caminho e o momento certo. Uma música nos chama atenção pelo conjunto de letra e melodia  (para os leigos óbvio!), quando não é cantada em nossa lingua nativa, o primeiro impacto é a sonoridade, a que deixo hoje para vocês, considero bem reflexiva, e a tradução então, bem direta! Apreciem:

[Nunca Diga Nunca]
Algumas coisas sobre as quais nós não falamos,
Melhor continuarmos sem e apenas manter o sorriso
Se apaixonando e (des)apaixonando
Com vergonha e orgulhosos, juntos durante o tempo todo
Você nunca pode dizer nunca
Enquanto não soubermos quando
Mas de novo e de novo
Mais jovens agora do que éramos antes

Não me deixe ir (6x)

Imagine você sendo a rainha de tudo
Até quanto o seu olho puder ver sob seu comando
Eu serei o seu guardião quando tudo estiver desmoronando
Segurarei firme a sua mão
Você nunca pode dizer nunca
Enquanto não soubermos quando
Mas de novo e de novo
Mais jovens agora do que éramos antes

Não me deixe ir (6x)

Estamos nos separando e voltando novamente e novamente
Estamos nos distanciando, mas nos juntamos,
Nos juntamos novamente

Nao me deixe ir (12x)

Obrigado por isso!

Marionetes

O que será a verdade afinal? Onde a podemos encontrar? São perguntas que gostaríamos de obter respostas breves, porém nunca as temos. Por todos os cantos procuramos essas respostas, buscamos juntar pedaços de um quebra-cabeça e nada! Nada x Nada! Nunca sabemos a coisa correta a fazer, tampouco a forma correta de agir. Em muitas situações somos impulsionados por nossa ansiedade a tomar decisões emergenciais, que muitas vezes são extremistas, e nos fazem fugir da realidade, nos fazem sair de nosso caminho, perder nossa direção, perder o rumo de nossas vidas.
Como é complicado viver. A vida é tão boa de se viver e sua dinâmica é um tanto controversa. Ao mesmo tempo em que nos deliciamos de seus prazeres, o que nos faz sentir bem que somos feitos suas marionetes, para assim nos considerarmos inseridos nela, vivendo e convivendo da forma mais harmônica possível com os demais, sem nos esquecer do mais importante: continuar sendo nós mesmo!
Só não podemos confundir uma coisa: ser marionete da vida é uma coisa (PONTO) Ser marionete da sociedade é outra (OUTRO PONTO) Temos que nos deixar levar pela vida e jamais permitir que nossa sociedade nos carregue. Quem sabe assim, conseguiremos conviver melhor com nossas diferenças e adquirindo mais respeito mútuo? Fica aí uma interrogação no ar!

Tks!

#100


Como num seriado de TV, nossa vida vai tomando forma no decorrer de uma temporada. E assim como substituições são feitas no meio do percurso em personagens e até escritores, fazemos sempre com que as mudanças que ocorrem em nossas vidas transpassem aos demais ao nosso redor, seja de uma forma bem sutil, seja de uma forma bem rude e direta.
Desde que comecei a escrever, pensei num mundo de possibilidades que me possibilitasse interagir com pessoas “problemáticas” em sua maioria, ou mesmo pessoas que me consideram um tanto poupo problemático [rs], saber conviver com isso em pouco mais de um ano, me ajudou a refletir mais sobre mim e meus comportamentos com os demais, me ajudou a perceber o quanto é fácil falar e difícil por em prática as coisas, mesmo assim, vivemos em constante aprendizado.

Nada melhor pra começar do que tentar ajudar os outros. No entanto, ajuda nem sempre é bem vida, às vezes mesmo sendo pouca é demais, e quando se tem consciência de que conselhos existem (ou deveria existir) para orientar e não o contrário, passamos a duelar com nossos ticos e tecos, buscando uma saída para tirar um amigo do sufoco, sem colocar indicar a ele esse ou aquele caminho, mas permitir com que este encontre sua direção correta.

Depois de tanto ajudar, chega um momento que a ajuda chega até você. É tão bom usufruir dos frutos que um dia você plantou, depois colheu e viu que eram bons. A vida se torna mais vívida e te dá mais ganas de se inserir nela. Não existe o escuro, e tudo fica à La Caetano: “Lindo!”.

É...depois de tanto gozar das maravilhas da vida, uma hora você tende cair em alguma armadilha dela. Todos, sem exceção, estamos propensos a isso. É aí onde o seu se fecha e tudo fica negro, aparecem as lamentações e os tantos porquês de quês, fechamos pra balanço, e poucas vezes damos o braço a torcer de que toda esta situação nada mais é do que reflexo de nossas atitudes impensadas e impulsivas, e que mesmo querendo se afundar numa depressão, devemos ter orgulho suficiente para dar a volta por cima e refazer nossos passos. Afinal uma mariposa pode até cair se a luz se apaga, mas ela volta uma hora ou outra com a mesma força de atração que tanto a seduz.

No final das contas, se ta difícil ou só ajudar ou só ser ajudado, faça o seguinte; FAÇA OS DOIS! Quando se passa por uma grande tormenta, faz-se necessário reconstruir nossa estrada, sozinhos não somos NADA, sozinhos não somos NADIE, e juntos buscamos sempre o melhor para nossas vidas.
 Obrigado q todos que direta ou indiretamente colaboraram para que chegasse a esse número de postagens!

Tks!

OU

Logo quando voltei a escrever nesse blog, com meus "conselhos" sempre de cunho terapêutico, afinal deveria ser mesmo, pois é isto que vem a caracterizar o blog, críticas muito pessoais, quase em sua totalidade imposicionais (utilizo um método de análise muito persuasivo), muito comentei sobre arrependimentos, passado, e tudo que, quando intimamente ligados, vem a impedir o sucesso pessoal ou profissional de muitas pessoas que vivem se lamentando por toda a vida do porque não ter feito (ou não) isso ou aquilo, carregando um fardo por toda a vida. Já dizia Edna Moda em Os Incríveis: "Quem vive de passado é museu, o futuro a gente faz agora!"
Futuro. Para saber o que é, precisa-se ter mais foco. Se quer permanecer no seu mundinho de origem, encontre uma maneira de crescer e se aperfeiçoar dentro dele, se quer correr riscos mundo afora, corra, se aperfeiçoe para quebrar a cara e obter êxitos em pelo menos médio prazo. O que diferencia as pessoas não são simplesmente seus objetivos, mas a vontade de crescer como pessoa. Não estou a dizer que todos devem vivenciar a experiência de ganhar o mundo, a acomodação é o diferencial de cada um nesse aspecto empreendedor nato. Já que estou falando de mundos, prisões, passados e etcs, já perceberam que cada um constrói para sim um mundo particular. Não muito diferente dos games onde se constróem casas e fazendas, até mesmo rios e pessoas, nós escolhemos quem fará parte de nossa vida. Não é interessante? E essa variedade de escolhas é o mais legal de se perceber quando se faz uma análise de tal fato. Quem determina que tal pessoa é boa ou ruim? É uma questão de censo baseado em teorias de filósofos gregos já falecidos ou afinidades pessoais. Não tive acesso a certos dociês, mas acho que até mesmo Adolph Hitlher tinha simpatizantes, e não somente os arianos (correção: somente eles!), quero dizer não somente os que não eram alvos dele, mas pessoas que conheciam o "humano" (se é que assim pode falar), que existia dentro dele (pelo menos a mãe do cara devia gostar dele neh...rs).
Quem é bom ou ruim? Depende do ponto de vista? De quem?  Mesmo sabendo que muitas relações inter-pesoais se dão por meio de interesses, o que torna nada menos que falso, saber com quem tu andas, sempre irá dizer quem tu és, mesmo que erre na primeira alternativa, a segunda será óbvia de certo. Pois mesmo não sendo um bandido(a) se for o caso, serás sempre alguém OU que estás disposto(a) a ajudar uma pobre alma perdida OU alguém tosco que não sabe o que quer da sua própria vida, alguém vazio e sem rumo.
Tks
Por hora, parei um pouco com o romantismo..rs

Seissentos e sessenta e seis

A vida é uns deveres que trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas: há tempo...
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, passaram 60 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem “um dia”, uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguia sempre em frente... E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Ao se findar um ano, prestes a iniciar um novo, é quando se ouvem frases comuns: Como passou rápido!; ou Nossa, nem vi o ano passar...; ou ainda: Lá se foi mais um ano...
Muitas destas frases revelam uma espécie de falta de controle sobre o tempo em nossas vidas.
Algumas são pronunciadas com pesar, como se o ano tivesse passado por nós, sem percebermos, sem fazer nada significativo neste período de vida.
A vida está tão corrida! – dizem outros, revelando que o tempo passou por eles, ao invés deles terem passado pelo tempo.
E quando se vê, passaram 60 anos! – diz o poeta.
Será que estamos passando pela vida, ou é a vida que está passando por nós, sem percebermos, sem interagirmos, sem deixarmos nossa marca?
Será que às vezes não estamos fazendo coisas demais, sem eleger quais realmente são as importantes para nosso Espírito?
Será que durante o ano conseguimos identificar cada uma das estações, e vivê-las de forma intensa?
Não viramos escravos do relógio, do excesso de trabalho, do excesso de preocupação, e de mais disso e daquilo?
É de se pensar... É de parar para pensar um pouco nestas questões.
Ao final de mais um dos ciclos da vida, faz-se fundamental uma pausa, avaliar, planejar, e principalmente, curtir o momento.
Os ciclos são necessários para isso. Se não parássemos nunca, em breve a vida, a saúde, a cabeça, como se diz, parava por nós.
Não somos máquinas, embora alguns costumes do mundo moderno pareçam querer nos tratar assim.
Não somos marionetes nas mãos do tempo, nas mãos da profissão, nas mãos do consumismo avassalador.
Somos Espíritos que estamos aqui, neste planeta, para nos desenvolvermos, para conquistarmos perfeição moral e intelectual, para aprendermos a amar.
Somos viajores de muitas vidas, de muitas oportunidades, mas também de chances únicas, de momentos únicos, que devem ser vividos com a intensidade da luz das estrelas novas.
Somos a razão de tudo, e por isso mesmo precisamos exigir mais respeito de nós mesmos.
Precisamos exigir do corpo um pouco mais de alma, e de tudo um pouco mais de calma – lembrando outra bela poesia.
A vida não pára, certamente. Por isso somos nós que temos que parar um pouco.
Recomeçar é sempre preciso. Faz-nos falta o novo. E nada melhor do que um novo eu para recomeçar com todas as forças.

É tempo de recomeçar...
Mário Quintana
Tks