Pra quê facilitar se pode complicar um pouco mais?
Nem me lembro se já postei algo nessa linha, mas também se já...It’s my life... Só que nunca fico no now ou never, tenho que procurar algo pra dificultar. Está na minha cara, nas minhas mãos, na minha mente, e pra ser bem emotivo, até no meu coração (ó que romântico....rs). Enquanto uns procuram mecanismos para facilitar o bom andamento de uma história, outros procuram a duras penas chifres em cabeça de gato (e olha que tem uns bichanos que mais parecem criaturinhas das trevas mesmo...rs).
Não preciso nem usar meus triplos sentidos pra estabelecer uma relação básica na minha vida: quanto pior, mais complicado, mais excitante. E pra Yume não ficar cheia de “achisses”, não é uma situação momentânea, um caso ou coisa do tipo, sempre haverá claro, mas é coisa da vida, sempre foi e sempre será, como o slogan da Oi: “Simples Assim!”.
Pra quê tudo isso? Se eu soubesse as respostas talvez estivesse num mosteiro, perderia minhas remanescentes castanhas com nuances douradas (pra não falar brancas) e escreveria um livro. Mas sou muito jovem pra isso, tenho que apanhar muito da vida ainda, não tive esse gostinho ainda. Por mais maduro que achem que sou, mais inteligente que julguem que sou, tenho certeza que nada sou (podem rir...eu deixo)
Pausa para suas risadas.....
Humildade, algo que eu nem tenho sendo exposta assim...só pra alegrar seu dia néh?
Acabaram as risadas? Querem mais tempo? RS
Pronto! Acabou!
A maturidade pra mim de nada adianta se o fruto não apodrece e cai na terra. Ainda espero o dia que eu possa fazer isso e me beneficiar com isso. Quem sabe me sentirei verdadeiramente seguro se mim?
Assim como a febre é uma resposta do sistema imunológico, nunca sabemos como nossas células de defesa estão trabalhando por dentro contra os maus feitores, nem se eles são tão maus assim e simplesmente não tomaram parte de todo seu sistema, de sua vida.
Yume que viaje agora no meu triplo sentido, e tente compreender algo incompreensível aos seus, aos meus olhos. O que temos por dentro muitas vezes é imperceptível até mesmo aos olhos d’alma, quem dirá ao nosso 6º sentido (ou seriam a mesma coisa?).
Gozado pensarmos que temos respostas para tudo ou quase tudo, o quase nada mais é que a retirada da generalização, o que se abstrai do final é o quase nada. Por mais formações que venhamos a ter, ou afinidades com diversas áreas do saber (isso bem sei eu), de nada vale se não soubermos nos organizar, colocar as idéias (agora sem acento) em dia e tentar achar uma lógica plausível para determinado acontecimento. Apenas uma lógica, nem sempre é a resposta. Se não entendemos nem mesmo nossos problemas, vamos saber entender os alheios, mesmo que façam parte de nós? Não preciso nem responder né? Se as informações não batem, se não encontramos o encaixe correto para obter a cura (ou melhor – a nossa salvação), de nada adiantarão lamentos.
Costumamos ser seres tão soberbos, que buscamos nossa felicidade e não olhamos em nossa volta, se estamos também permitindo alguém ser feliz, se não encaixa, não tem como relaxar, tem que ir à luta, tem que batalhar, só assim (e agora Xulyxuly espera a lição de moral...rs) podemos nos dar uma chance mais.
Tu pensas que não conheço seus medos? Conheço todos. Já passei por isso.
Sim, eu mesmo já mergulhei a fundo no Nirvana e regressei, Voltei porque perdeu a graça. Como tudo na vida perde. Tudo são perdas.
O que perdi? Quer mesmo saber?
Tudo! Larguei mão de muitos prazeres para pagar pecados que nem ao menos cometi, E olha no que me meti.
Valeu sim a pena. Tudo vale não só uma pena, mas uma asa de anjo. Anjos decaídos são os melhores conselheiros, Já viram o melhor do que pode ser chamado de “vida”.
Mas o que seria a vida para quem está além dela? Vida não seria o sinônimo de existência? E quem não existe? Quer dizer que não vive?
Me deixas confuso. Agora não sou mais eu quem respondo, sou eu que me indago. De tudo sei e nada sei. Deixo-lhe só e me perco em divagações vãs que já deveriam ter feito parte de minha vivência. Quanto mais sabemos, mais nos questionamos. Incrível isto percebes?
Como não? Se subestimas não vês que na realidade és um grande sábio que me escutas. De tanto falar às vezes perco-me e deixo de aprender mais, privando-me de certas evoluções.
Presídio de minh’alma permita-me ficar um pouco mais cerca de ti, descobrir os caprichos de uma vida com múltiplos sentidos. Todos eles em cima de mim, e não somente cinco.
Não dá pra tirar conclusão no início de uma história. Seja ela boa ou ruim, só podemos chegar a algum parecer depois de termos analisado todas as variáveis possíveis.
Com o tempo a gente perde a graça né? Quanto mais pensamos e refletimos, mais chatos ficamos. Parece até que nos esquecemos de nossa essência e muitas vezes é isso que acontece: a depositamos como se fosse dinheiro em alguma conta (que geralmente não é corrente), mas o que verdadeiramente fazemos é similar ao que se fez com a esperança da Box de Pan e nunca mais a vemos, nem a caixa nem o cofre ou sei lá em que(m) onde foi depositada.
Um dia...someday (somewhere) over the rainbow... quem sabe encontraremos o tão sonhado pote de ouro, a riqueza que nunca tivemos parte, a parte que era nossa e esteve sempre guardada esperando por nós. Mas será que está guardado mesmo? Confiança! Acho que essa deve ser prima da Esperança de Pan e permaneceu junto dela pra não permitir que ela entrasse em depressão (e andou por aí disfarçada de outro dom, quem sabe até era gêmea) . Confiança é o que faz a esperança nunca morrer, ser guerreira até o final. É a nossa armadura na grande batalha em favor da vida. Da nossa vida. De nossos ideais, sempre ela.
Como diria meu amigo André: “Coisas boas estão por vir.” Por mais que demorem, venham trocadas, sempre vem. Sempre. Sempre.